Os benefícios da atividade física para a saúde pulmonar



A famosa frase de origem latina “Mens sana in corpore sano” (uma mente sã em um corpo são), difundida pelo antigo filósofo Juvenal, demonstra que a humanidade já está ciente dosbenefícios da atividade física desde os primórdios dos tempos. Motivos para abandonar o sedentarismo não faltam e aqui está mais um incentivo: se exercitar contribui também para a saúde do pulmão. Até pessoas que possuam doenças pulmonares crônicas, como a asma, podem investir na prática esportiva, desde que sob a orientação de um pneumologista.
 
Começar ou manter uma rotina de exercícios traz uma série de vantagens para o organismo. No caso do pulmão, estudos apontam uma diminuição da resposta inflamatória, fortalecimento da musculatura torácica, melhora progressiva do desempenho e redução da dispneia (falta de ar).
 
Como o organismo age
 
Os exercícios físicos submetem todo o nosso organismo a um trabalho intenso. “O pulmão tem como principal função levar o oxigênio para os músculos que estão sendo recrutados na atividade e retirar o excesso de gás carbônico produzido. Durante o esforço, o pulmão é obrigado a ter uma maior ventilação porque produzimos mais gás carbônico. Para suprir essa necessidade, aumentamos o volume e a frequência da respiração”, explica o dr. André Luis Pereira de Albuquerque, presidente da Subcomissão de Exercício e Atividade Física da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
 
“Na grande maioria dos casos, o pulmão de pessoas saudáveis executa esse trabalho sem apresentar dificuldades, inclusive em atividades de grande impacto. Quando o indivíduo encontra alguma limitação, como chiado no peito ou excessiva falta de fôlego, é imprescindível que ele consulte um médico especialista para descartar a possibilidade de doença respiratória”, salienta o pneumologista.
 
Pacientes com asma 
 
“Pacientes com asma podem praticar exercícios, desde que tomem alguns cuidados”, alerta o dr. Albuquerque. “Quando não diagnosticados ou que não estão sendo tratados adequadamente, podem encontrar na atividade física um fator desencadeador de crise”.
 
Provas de que a asma, desde que bem controlada, não impõe limites à atividade física são osatletas de elite que não só conviveram bem com a doença no decorrer de suas trajetórias no esporte, como ganharam diversos títulos e prêmios. Entre eles, estão as maratonistas Jackie Joyner-Kersee e Paula Radcliffe, o judoca Aurélio Miguel, o jogador de futebol Paul Scholes e os nadadores Fernando Scherer e Amy Van Dyken.
 
“Embora as orientações possam variar de acordo com o quadro clínico do paciente asmático, de um modo geral, esses indivíduos devem beber muita água, evitar praticar exercícios em locais muito poluídos ou sob temperaturas baixas, além de fazer sempre um aquecimento. Mas vale ressaltar que somente o médico pneumologista pode receitar o melhor tratamento medicamentoso e indicar os cuidados adequados”, diz o médico.

diário do nordeste
 

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