Minha Casa, Minha Vida: entenda como era e como ficou o programa após mudanças

O programa Minha Casa, Minha Vida passou por mudanças que ampliaram o limite de renda e dos valores do financiamento de imóveis após o Conselho do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovar uma resolução na última terça-feira (23).

Apesar de as alterações ainda dependerem de publicação no Diário Oficial da União para começarem a valer, os novos limites e valores já foram estabelecidos. A reportagem reuniu as principais informações sobre como era o programa e como ficou após as mudanças.

Novos limites “Minha Casa, Minha Vida”

A ideia com as novas faixas de renda fixa é ampliar o número de famílias que tenham acesso ao programa. Veja abaixo as novas faixas:

  • Faixa 1: até R$ 3.200
  • Faixa 2: até R$ 5.000
  • Faixa 3: até R$ 9.600
  • Faixa 4: até R$ 13.000

Antes das modificações, o programa era reservado para três faixas de renda familiar, considerando valores brutos. Além disso, anteriormente, o programa tinha apenas três faixas. A última faixa da lista acima foi criada especialmente com as alterações. Veja abaixo como era antes

  • Faixa 1: até R$ 2.850,00
  • Faixa 2: até R$ 2.850,01 a R$ 4.700,00
  • Faixa 3: de até R$ 4.700,01 a R$ 8.600,00

Novos limites de valores para o financiamento de imóveis

Houve aumento também no teto dos valores do financiamento dos imóveis nas faixas mais altas do “Minha Casa, Minha Vida”. O objetivo é ampliar o acesso ao tipo ou tamanho do imóvel financiado.

  • Faixas 1 e 2: pode variar entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, dependendo da localidade.
  • Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil
  • Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil

Com as modificações, o governo calcula que o programa vai alcançar 87,5 mil famílias com juros menores, 31,3 mil novas famílias na Faixa 3 e 8,2 mil famílias incluídas na Faixa 4.

A ampliação contará com recursos do Fundo Social, cerca de R$ 31 bilhões de recursos do Fundo Social serão destinados ao programa. A previsão é de que esse aporte passe a ser usado no segundo semestre.

Além disso, há a expectativa de que R$ 500 milhões em subsídios sejam aplicados com as modificações do programa e R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.

“Minha Casa, Minha Vida”: alternativa ao financiamento tradicional

De acordo com o programa, são oferecidos subsídios e juros que variam de 4% e 10% ao ano, que varia conforme a renda familiar mensal bruta e o ano orçamentário da contratação.​

Atualmente, o financiamento imobiliário tradicional está em torno de 12%. O custo é puxado pela Selic, a taxa básica de juros do país, atualmente em 14,75% ao ano.


Com informações de g1 e Agência Brasil

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