Milicianos lucravam R$ 1 milhão por mês, diz polícia

Rio - Os milicianos presos na megaoperação realizada na manhã desta quarta-feira pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), nas comunidades do Fubá, Campinho e Caixa D'Água, na Zona Norte, movimentavam R$ 1 milhão por mês. Os criminosos agiam na região, cobrando por serviços de transporte alternativo, 'gatonet', gás e até mesmo por venda de cerol e pipa. Ao todo, 15 pessoas foram presas: 12 por cumprimento de mandado, sendo três PMs, e as outras três (parentes de indiciados) em flagrante.

O objetivo da operação, denominada 'Armagedom', era o cumprimento de 48 mandados de prisão, cinco deles contra policiais militares, e 123 de busca e apreensão nas três comunidades. A polícia busca ainda o líder dos grupos de criminosos, o miliciano Tarcísio Albuquerque, que está foragido. A ação contou com 450 policiais, que apreenderam ainda um fuzil, duas mil munições, uma granada, três réplicas de fuzil, três pistolas 9mm, um revólver, três carros de luxo, coletes, documentos e carregadores e oito máquinas caça-níqueis em um bar.

Um dos PMs presos estava em liberdade condicional
Após a operação, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame declarou que a atuação da PM na região será reforçada para evitar o controle pela milícia e pelo tráfico. "Vamos estabelecer ali algumas condutas da polícia militar no sentido de evitar ou minimizar esse tipo de retorno do tráfico ou da milícia", disse ele, durante coletiva de imprensa. 
Entre os três PMs presos está o terceiro sargento Jorge da Silva Santos Júnior, conhecido como Janjão, lotado no 22º BPM (Maré). Segundo o delegado da especializada, Luiz Augusto Braga, ele é responsável pelo domínio da milícia em Campinho. Ele estava em liberdade condicional após ser preso em uma outra operação da Draco. Também foram presos o cabo do 5º BPM (Praça da Harmonia), Bruno Guarany de Carvalho, e Carlos Roberto Bernardo, soldado da UPP Caju/Parque Alegria. 
Ainda estão foragidos o PM Rafael Ávila, cabo lotado também no batalhão da Maré, Diego Luiz Cavalcante, soldado do 9º BPM (Rocha Miranda), o ex-cabo da corporação Sérgio Gurgel Machado, além do agente da Guarda Municipal, Leonardo Fróes da Costa.

Após a operação, o secretário de Segurança Pública a Polícia Civil con
Grupos agiam desde 2007 nas comunidades
De acordo com a polícia, a área de dominação dos milicianos foi divida em três: Campinho, Fubá e Caixa D'Água. O miliciano Tarcísio Albuquerque de Moura era o líder em todas as comunidades. 
Segundo o delegado titular da Draco, os milicianos agiam desde 2007 e movimentavam R$ 1 milhão por mês. Além de cobrarem por transporte alternativo, gatonet, gás e até mesmo venda de cerol e pipa, eles proibiam os moradores de irem em comunidades que eles achavam que eram de inimigos.
O inquérito foi iniciado após a morte de dois adolescentes de 15 anos, moradores do Morro da Caixa D'Água. Eles foram assassinados por "descumprirem" ordens de milicianos, para que ninguém fosse ao Morro do 18. As vítimas foram a um baile funk no local e quando voltaram foram executados. Um deles na frente da mãe.
A Divisão de Homicídios investigou o crime e identificou ação da milícia, passando o caso para a Draco.
Parentes de chefe da milícia foram presos em flagrante 
Dois suspeitos presos em flagrante são parentes do chefe da milícia: uma é esposa de Tarcísio e o outro, tio de Tarcísioe. Ele estava em um carro repleto de munições, na casa deles, no Morro do Fubá. Outro era o pai de um dos indiciados, que está foragido. Quando os policiais chegaram na comunidade do Campinho para realizar as buscas, o homem atirou na direção dos agentes e acabou sendo preso. 


com O DIA

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