Fraude em visita íntima é identificada em presídio de Campina Grande

Um esquema fraudulento na confecção de carteiras de visitantes foi desarticulado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) no Presídio Raymundo Asfora, o Serrotão, em Campina Grande. Um apenado, que estava fazendo uso de redes sociais dentro da unidade, perdeu o benefício de progredir para o regime semiaberto.
A Gerência de Inteligência (Gisope) em parceria com o Setor de Informações e Operações (Siop) do Serrotão conseguiu provar que algumas mulheres providenciaram documentos falsos em cartórios para ter acesso ao presídio nos dias de visita íntima.
Pelas regras da penitenciária, o preso que cancela a sua visitante só pode receber nova companheira seis meses depois. Para burlar essas normas e abreviar esse prazo, um dos detentos pediu para que um irmão, que também está preso, mas não recebe visitas, solicitasse o cadastro de uma mulher. Essa mulher, então, fez a carteirinha no nome de um detento, mas frequentava a cela do outro.De acordo com o secretário da Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, o esquema foi descoberto quando o Siop do Serrotão identificou imagens do detento posando em fotos com a suspeita, publicadas em redes sociais.
“Os agentes do setor de Inteligência, após a realização de buscas diárias nas redes sociais, perceberam que o mencionado preso não deveria estar recebendo visita de mulher até completar os seis meses de prazo. E mais: aquela mulher que estava nas fotos com ele constava no cadastro de visitas do irmão. Foi a partir daí que a nossa inteligência aprofundou as investigações e detectou a fraude”, disse Wallber.
O procedimento de sindicância interna foi concluído na terça-feira (16). O preso flagrado, que seria beneficiado com progressão de regime nesta semana, terá que passar mais um ano no Serrotão, como punição pela conduta. Todos os documentos da sindicância vão ser encaminhados para a Polícia Civil para apuração da conduta criminosa.
No decorrer das investigações, a inteligência descobriu que o irmão também utilizou do mesmo artifício, pegando o nome emprestado de um terceiro detento para poder usufruir de visita íntima. Todos foram identificados e punidos com isolamento, de acordo com a Lei da Execução Penal.
“Infelizmente, não temos como impedir o acesso de pessoas que estejam com a documentação aparentemente legal. Mas temos um setor de Inteligência que investiga e desarticula esquemas como este”, disse o diretor da unidade, Manoel Eudes Osório de Araujo.
Em 2014, a Gerência de Inteligência da Seap investigou 16 detentos que utilizaram as redes sociais, provavelmente através de aparelhos celulares. Todos eles foram punidos dentro do que determina a Lei da Execução Penal. “É importante as pessoas saberem que alguns atos de indisciplina acontecem, mas os seus autores são devidamente responsabilizados”, destacou o diretor.
g1 pb

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