Documento do ONS alerta para atraso em obras contra o apagão de energia

Um relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostra que mais de um terço das obras necessárias para garantir o abastecimento de energia ainda não começou. Segundo os especialistas, isso aumenta o risco de apagão nos próximos três anos.   
A cidade de Morro Agudo, no interior de São Paulo, aguarda a construção de uma subestação de energia. Mas ela ainda nem saiu da fase de licitação. E 34% das obras necessárias para evitar um apagão, como a de Morro Agurdo, ainda não foram iniciadas. O ONS alerta: a rede de transmissão precisa ser ampliada e reforçada. Só assim será possível evitar falhas no fornecimento de energia até 2017.
Hoje, a malha que leva energia produzida nas hidrelétricas e outras usinas geradoras para todo o país tem 112 mil quilômetros. E precisa ganhar mais dez mil quilômetros. Com a construção ou ampliação de 95 linhas e 179 novos transformadores.


Essas obras têm um custo de R$ 14 bilhões. São urgentes, segundo o ONS, porque é preciso transmitir a energia gerada nas usinas do norte do país, como Belo Monte e Jirau, que estão cada vez mais ampliando a produção para alimentar os centros consumidores - no Nordeste e no Sudeste. E a necessidade de energia no Brasil só cresce. 
A previsão é que a demanda elétrica passe dos atuais 64 mil megawatts para 72 mil em 2017. Um aumento de 3,9% em média ao ano.
Especialistas apontam que o governo não tem conseguido atrair investidores para os leilões de concessão de linhas de transmissão. Por causa do preço, abaixo do valor de mercado e pelo risco, que inclui atrasos, muitas vezes causados por dificuldade na obtenção de licenciamento ambiental.
"Você precisa dessas linhas para ter certeza que não pode transportar toda a energia sem um apagão, de repente numa queda de uma linha eventual atender todas as localidades devidamente", diz o consultor em energia José Rosenblatt
O Ministério de Minas e Energia afirma que os leilões de geração e transmissão têm sido um sucesso, mesmo com o desinteresse de investidores por alguns lotes. Segundo o ministério, a Agência Nacional de Energia Elétrica está trabalhando para realizar os próximos leilões.

g1

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