Cruzeiro empata contra Chapecoense



Com o título brasileiro conquistado na rodada anterior, o Cruzeiro utilizou o jogo com a Chapecoense para avaliar jogadores que poderão integrar o elenco em 2015. E o garoto Hugo Ragelli mostrou estrela. Ele substituiu Neilton, em sua primeira chance de jogar no profissional, e logo no primeiro toque na bola, fez o gol do empate do campeão, em 1 a 1, neste domingo, na Arena Índio Condá. Judivan, que também é atacante e igualmente entrou no segundo tempo, foi outro destaque cruzeirense. No próximo domingo, no Mineirão, com a volta dos titulares, a equipe celeste tem o jogo das faixas e da taça contra o Fluminense.

O time catarinense havia se livrado da ameaça de rebaixamento, por causa da derrota do Vitória para o Flamengo, na véspera. Por isso, o técnico Celso Rodrigues, que não conseguiu manter os 100% de aproveitamento, em suas três partidas no comando da equipe, até que tentou manter a motivação, acenando com a importância de vencer para poder disputar a Copa Sul-Americana. Em campo, no entanto, faltou mais inspiração aos atletas da casa, que insistiam nas bolas cruzadas sobre a área celeste, pouco ameaçando o gol defendido por Elisson, substituto de Fábio um dos oito titulares celestes poupados. No segundo tempo, a garotada celeste pressionou e, por pouco, não virou o jogo.

Fases do jogo: A partida começou equilibrada, com a Chapecoense marcando ligeiramente mais forte e, por isso, tendo maior posse de bola. Mas a melhor chance foi do time visitante. Aos 17 min, a defesa catarinense saiu jogando errado, Lucas Silva recuperou a bola e serviu a Neilton, que, livre, na saída do goleiro Danilo errou o alvo. A resposta catarinense foi aos 21 min, quando Tiago Luís acertou chute forte e obrigou Elisson a uma defesa difícil. O restante do tempo teve erros de passe, bolas tocadas para os lados, cruzamentos ineficientes e pouca emoção. Aos 40 min, a Chapecoense abriu o placar, quando Bruno Rangel completou boa jogada feita pelo volante Wanderson.

Os dois times voltaram sem mudanças para o segundo tempo. Aos 7 min, no entanto, e confirmando o caráter amistoso do confronto, o técnico Celso Rodrigues colocou o goleiro Nivaldo, no lugar do titular Danilo, como homenagem ao reserva, de 40 anos e há sete na Chapecoense. Com a bola rolando, o jogo recomeçou com o mesmo ritmo lento da etapa anterior. A situação mudou quando o Cruzeiro colocou os jovens atacante Judivan e Hugo Ragelli, que entusiasmaram o time visitante. O empate saiu aos 26 min, em cruzamento de Judivan e complemento de Ragelli. Chapecoense continuou atacando mais, mas falhou nas finalizações.

O melhor: Hugo Ragelli – Fez o GOL do Cruzeiro logo após entrar em campo, mostrando oportunismo, senso de colocação e personalidade, evitando a derrota do Cruzeiro. Judivan, outro jovem da base que entrou, fez ótimas jogadas de ataque, inclusiva o cruzamento para o companheiro empatar a partida.

O pior: Neílton – Contratado com grande expectativa no meio do ano, o jovem Neilton, que chegou a ser apontado como o novo Neymar fez seu primeiro jogo no Brasileirão e teve atuação apagada. Desperdiçou a única grande chance de gol que teve, ao chutar errado, mandando a bola para fora. Fou substituído por Hugo Ragelli.

A chave do jogo: Força da juventude celeste – Não é fácil, a gente mudou quase toda a equipe". A observação é do atacante Marcelo Moreno e resume a principal dificuldade do time misto do Cruzeiro contra a Chapecoense: a falta de entrosamento. Com apenas três titulares e outros três, que jogaram pela primeira vez no Brasileirão, o time mineiro não teve a mesma força ofensiva que o levou a conquistar o título, domingo passado, com duas rodadas de antecedência. Mas, o time buscou o empate graças à força da juventude, após as entradas em campo de Judivan e Hugo Ravelli.

Toque dos técnicos:Ao colocar um time quase todo reserva e, além disso, dar chance a jogadores da base e outros que nem tinham jogado no Brasileirão, o técnico Marcelo Oliveira demonstrou não estar preocupado com o resultado da partida. Ele priorizou o trabalho de observação de atletas visando à formação do elenco para a temporada 2015 e viu jovens da base, que têm potencial. Já o técnico Celso Rodrigues procurou trabalhar o aspecto motivacional de seu time, que foi melhor no primeiro tempo, mas caiu na etapa final.

Para lembrar:

Reservas em campo. Embora não tenha confirmado sua permanência em 2015, o que deve acontecer nos próximos dias, o técnico Marcelo Oliveira escalou um time quase inteiramente reserva contra a Chapecoense, para observar jogadores que pouco atuaram e que podem ser utilizados na próxima temporada. Titulares, entraram apenas Leo, Lucas Silva e Marcelo Moreno.

Estreias no Brasileirão. Dos 11 jogadores que começaram a partida contra a Chapecoense, três estrearam no Brasileirão: o goleiro Elisson, o volante Bruno Edgar, conhecido como Bruno Ramires, e o atacante Neilton, uma das promessas contratadas pelo Cruzeiro este ano, mas que pouco atuou.

Lateral na mira do Cruzeiro. O lateral direito Fabiano, que deve ter se despedido do torcedor de Chapecó, neste domingo, interessa ao Cruzeiro, como o próprio clube mineiro já admitiu. Contra o que pode ser o seu próximo time, o atleta teve atuação apenas regular. No intervalo, trocou a camisa com o volante Lucas Silva e desconversou ao ser indagado por repórteres se já estava se acostumando com o time do ano que vem.

Fim de longo jejum. O atacante Bruno Rangel não marcava um gol pela Chapecoense há três meses. E o último tinha sido exatamente contra o Cruzeiro, em 30 de agosto, no Mineirão, na derrota por 4 a 2. Na Arena Índio Condá o jejum era bem maior e durava um ano. O último gol ali tinha sido pela Série B, em 2013. "Fiquei muito feliz em voltar a jogar e a fazer gol", afirmou Rangel.



PB AGORA

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