Interior da Paraíba: Criança de apenas 3 anos é internada após ingerir maconha; relato da mãe expõe grave situação de risco
Uma criança de apenas três anos precisou ser internada após ingerir maconha, na noite da sexta-feira (7), em Sousa, no Sertão da Paraíba. O menino foi levado pela própria mãe ao Hospital Regional de Sousa depois de apresentar alterações no comportamento. A unidade de saúde acionou a Polícia Militar, e o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades.
Segundo informações repassadas pelo hospital, a criança chegou sonolenta e chorando. Durante o atendimento, a mãe teria relatado aos profissionais que costumava dar maconha ao filho e afirmou que não percebeu quando ele teve contato com a substância.
A situação expõe uma grave falha na proteção de uma criança de apenas três anos, que acabou sendo submetida a um risco potencialmente grave. A equipe médica e os profissionais de enfermagem conseguiram estabilizar o menino, que posteriormente foi encaminhado para a semi-intensiva pediátrica, onde permaneceu sob cuidados.
A quantidade de maconha ingerida não foi informada. De acordo com o hospital, a mãe só teria percebido que havia algo errado quando a criança começou a apresentar sinais de alteração.
Após receber atendimento e permanecer em observação, o menino apresentou melhora e recebeu alta médica nesta segunda-feira (10).
Caso levanta alerta sobre negligência
A ocorrência chama atenção não apenas pelo consumo da substância, mas principalmente pela vulnerabilidade de uma criança tão pequena diante de um ambiente em que havia acesso à droga.
A Polícia Militar foi acionada pelo hospital e conduziu a mãe até a delegacia para prestar esclarecimentos. Conforme os policiais, ela declarou ser usuária de drogas e contou que havia preparado maconha em casa, deixando restos da substância no local.
O relato levanta questionamentos sobre as condições de segurança e cuidado às quais a criança estava sendo submetida. Mesmo que a ingestão tenha ocorrido de forma acidental, a presença de restos de uma droga ao alcance de uma criança pequena representa uma situação de risco que não pode ser tratada como algo banal.
Após prestar depoimento, a mulher foi liberada. A investigação, entretanto, ainda não foi encerrada.
Um laudo técnico deverá apontar se houve, de fato, ingestão da substância e contribuir para esclarecer as circunstâncias do episódio. O resultado também poderá auxiliar as autoridades na avaliação das responsabilidades envolvidas.
O Conselho Tutelar de Sousa foi acionado para acompanhar a situação e verificar as condições de proteção da criança. Até a última atualização, não havia informações sobre novas medidas adotadas pelo órgão.
Blog do Guedes
Com Jornal da PB

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