TAPETÃO: O problema é que Cássio não deixou ainda cair a ficha. Ele era o imbatível, o tampa, o cão chupando manga



O senador Cássio Cunha Lima fez bonito no dia seguinte à sua derrota para Ricardo Coutinho: reuniu a imprensa e anunciou que aceitava o resultado da eleição e que,de jeito nenhum, iria ao judiciário tentar um terceiro turno. Alegou que sentiu na carne o castigo de ganhar no voto e perder no tapetão, e que por isso mesmo jamais repetiria aquilo que mereceu seu repúdio e motivou tanto sofrimento para ele e para os seus.
Não passou muito tempo, lá estava o senador se desdizendo, mandando seus advogados à justiça tentar o terceiro turno que tanto reprovou. Seis Aijes e Aimes já estão por aí querendo a todo custo tirar Ricardo do Governo e entronizar o senador no posto.
O problema é que Cássio não deixou ainda cair a ficha. Ele era o imbatível, o tampa, o cão chupando manga.Dizia que Ricardo sem ele não era nada,que a Paraíba tinha dono e esse dono era ele, o rei Cássio, o inimitável, o inigualável, o supra sumo do limão galego.
Depois de passar três anos e meses usufruindo do Governo de Ricardo, Cássio deu o golpe. Lançou-se candidato, rompeu com o aliado e anunciou uma estonteante vitória já no primeiro turno por mais de 300 mil votos. Os aproveitadores fizeram fila para aderir ao até então imbatível campinense. A festa foi grande, Ricardo Coutinho estava no mato sem cachorro, sozinho na buraqueira, ia levar uma surra de entortar o lombo.
Cássio não contava com a persistência de Ricardo.Enquanto ele se jogava nos braços dos amigos de ocasião, Ricardo fazia o trabalho de formiguinha. Andava pelo sertão, fazia discursos em cima de caixotes e carrocerias de caminhão, mostrava o que fez e como mostrava! Cássio dava tapinhas nas costas e mandava beijinhos, Ricardo exibia as estradas, as adutoras, os hospitais, as upas, as barragens, os açudes, em suma, uma interminável relação de obras que começaram a fazer o paraibano despertar e ver que alguém o estava enganando com palavras bonitas e que um outro alguém tinha feito por merecer o voto do eleitor.
Vieram os debates, Cássio nada tinha a mostrar em seis anos como governador, Ricardo mostrava muito e ele nada mostrava, só falava que estava maduro, que estava preparado, que ia dialogar, que faria isso e aquilo.
Não colou. O eleitor preferiu não trocar o certo pelo duvidoso. Já no primeiro turno, tornou anêmica a até então retumbante vitória de Cássio.E no segundo deu-lhe uma surra de cento e tantos mil votos.
O resultado deixou os cassistas tontos. Tanto sonho, tantos projetos, fulana de tal já avisava que ia ser aquilo no Governo, cicrana ameaçava os colegas de trabalho com o chicote da vingança, isso tudo jogado na lata do lixo, nada de boquinha, nada de carguinho, nada de nada.
E agora o senador se repete na incoerência dos seus atos.A mesma incoerência que o fez falar mal de quem falava bem, que o fez trocar o amigo do peito pelo amigo da hora, o desmente menos de um mês após anunciar solenemente que com ele não tinha esse negócio de ganhar no tapetão.

 polêmica pb

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